segunda-feira, 30 de maio de 2011

Portal, edição nº 4, entre outras coisas...

Caros leitores da Revista Historien,

A equipe convida toda a comunidade que aprecia o estudo da história a visitar nosso novo portal, com um novo desenho e mais opções de navegação. Além disso, nossa edição 4 já está em circulação e pode ser lida gratuitamente no menu LER EDIÇÕES. Nosso História em Foco desse volume está voltado para as Africanidades, tão intrínsecas em nossas raízes culturais.

Entre outras coisas, temos uma enquete sobre o novo visual do portal. Votem, opinem, e nos contatem no email revista_historien@ig.com.br

www.revistahistorien.com

Visitem-nos e boa leitura.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Civilização Milenar descoberta por GPS


Um grupo de arqueólogos descobriu, graças a um GPS, uma civilização escondida nas selvas da Guatemala por mais de 8 séculos. De acordo com um artigo publicado na National Geographic, descobriram centenas de construções antigas que ficaram ocultas durante 8 séculos. Estes edifícios foram descobertos em meio a uma vegetação exuberante, quase impenetrável, graças a um mapeamento tridimensional usando GPS e medições eletrônicas que produziram um mapa da pirâmide que estava por trás da vegetação. Os arqueólogos fizeram diversas medições das elevações da área, utilizando dados de GPS que foram convertidos em um mapa detalhado tridimensional. Situada a 35 quilômetros ao sul, Holtun, ou cabeça de pedra, era menor que as mais conhecidas grandes cidades dessa antiga civilização. Kathryn Reese-Taylor, especialista no período pré-clássico da Universidade de Calgary, no Canadá, disse que "isso não seria New York ou Los Angeles, mas Atlanta ou Denver." Com uma área de 1 km de comprimento, a pesquisadora estima que seria habitada por cerca de 2.000 pessoas e que surgiu nos anos 600 d.C. a 900 d.C.



Fonte: Terra Chile
Contribuição: Projeto Portal

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Magma da Lua contém tanta água quanto o terrestre

Análise de amostra do magma da Lua mostrou mesmo teor de substâncias que a Terra e água suficiente para encher o mar do Caribe

Estudo revelou que interior da Lua é muito parecido com o da Terra,
tornando antigas teorias mais obscuras

Lua não é seca. Na verdade, partes do interior do satélite contêm mais água que regiões inteiras do manto da Terra. São 3,5 bilhões de bilhões de litros, água suficiente para encher o mar do Caribe, uma quantidade 100 vezes maior que o imaginado, de acordo com estudo que analisou amostras de magma contido dentro de pequenos cristais, trazidos da missão Apollo 17, há quase 40 anos.


A descoberta põe em questão a teoria mais aceita para a formação da Lua. Nela, um impacto gigante de um corpo celeste do tamanho de Marte teria colidido com a Terra e os detritos fundidos deste impacto formaram a Lua. No entanto, o grande impacto teria que ter gerado altas temperaturas, o que conflita com a nova descoberta de água no interior lunar.



“Nossos dados não excluem completamente a teoria do impacto. Só que ele não permite o alto teor de água lunar que descobrimos, já que a Lua seria o resultado da fusão quase total do material que entrou em órbita após o impacto. Porém, no vácuo do espaço, este material ficaria completamente desidratado”, explicou ao iG Erick Hauri, geoquímico do Carnegie Instituto e um dos autores do estudo publicado hoje (26) no periódico científico Science.



O mais surpreendente do estudo é que há mais semelhança entre a Lua e a Terra do que o esperado. Os resultados da análise mostram que a Lua é o único objeto em nosso Sistema Solar com teor de substâncias voláteis em seu interior tão semelhante ao manto superior da Terra.



Foto: Thomas Weinreinch/ Brown University
Fotografia optica da amostra do magma contido em pequenos cristais
As pequenas amostras – a maior amostra de magma lunar mede 30 micrometros, menos que o diâmetro de um fio de cabelo - vieram de uma área da Lua, que tinha composição similar ao manto superior da Terra. Isto quer dizer que o nível da água no magma da Lua é semelhante ao encontrado no magma da Terra, mais especificamente nos vulcões das grandes cadeias de montanhas submersas no oceano, que se originam do afastamento das placas tectônicas - os vulcões mais produtivos da Terra.


“A água desempenha um papel importante no comportamento tectônico de superfícies planetárias, o ponto de fusão de interiores planetários, bem como a localização e estilo de erupção de vulcões do planeta”, disse Hauri.

Pólo sul lunar
O novo estudo dá ainda uma nova guinada sobre a origem do gelo detectado em crateras nos pólos lunares. No ano passado, a missão LCROSS encontrou gelo em crateras no pólo sul lunar. O estudo afirmava que a água teria vindo de fora da Lua, a partir de um cometa. No entanto, com a descoberta de que há muita água no interior da Lua, o gelo poderia vir do magma.


“Durante os eventos vulcânicos, há uma quantidade significativa de gás removido, por exemplo, a nova erupção na Islândia, a nuvem de gás veio de remoção de gás do interior da Terra. Portanto, ocorre transferência significativa do interior para a superfície, e o gás é condensado devido à baixa temperatura na superfície, se transformando em gelo”, disse ao iG Alberto Saal do departamento de Ciências Geológicas da Universidade de Brown e que também participou do estudo.

Fonte: IG

sábado, 21 de maio de 2011

Abolição da escravidão: a igualdade que não veio


Há mais de um século, o dia 13 de maio marca a data da assinatura da lei que emancipou os escravos. Mas concessão da liberdade foi acompanhada de medidas que negaram a cidadania plena aos negros
por Flávio Gomes e Carlos Eduardo Moreira de Araújo

Acervo Fundação Brasileira Nacional, RJ
Negros na colheita de café no fim do século XIX.


No início de 1929, o periódico carioca O Jornal apresentava em suas páginas uma “preciosidade suburbana” de 114 anos: “Um preto velho, curvado sobre um cacete nodoso, typo impressionante, que raramente se vê em nossa capital”. O homem havia procurado aquela redação no intuito de pedir ajuda para comprar uma passagem para a Barra do Piraí, onde iria visitar seu neto, mas, diante do olhar de espanto dos jornalistas, decidiu sentar para conversar e contar suas histórias do tempo em que era escravo: “Eu nasci em São João del Rey, quando ainda estava no Brasil o sr. dom João, pai do primeiro imperador. Era molecote e pertencia ao sr. capitão Manoel Lopes de Siqueira”. Teria sido vendido para o coronel Ignácio Pereira Nunes, dono da fazenda da Cachoeira, em Paraíba do Sul. Ali labutava quando estourou a Revolução Liberal de 1842 (ver glossário). Trabalhava tanto na lavoura como nas tropas que cruzavam o vale do Paraíba despejando café no porto do Rio de Janeiro.


O ex-escravo chamava-se Hipólito Xavier Ribeiro e era morador do morro da Cachoeirinha, na serra dos Pretos Forros (localizada entre os atuais bairros de Lins de Vasconcelos e Cabuçu, na zona norte do Rio de Janeiro). Ao longo de sua vida testemunhou importantes acontecimentos da história do Brasil, entre os quais a Guerra do Paraguai, da qual participou: “Quando o imperador mandou chamar os moços brancos para servir na tropa de linha, nunca vi tanto rancho em biboca da serra, tanto rapaz fino barbudo que nem bicho escondido no mato... O recrutamento esquentou a cada fazendeiro. Para segurar o filho, agarrando a saia da mamãe, entregava os escravos. Entregava chorando porque um negro naquele tempo dava dinheiro. Eu fui num corpo de voluntários quase no fim da guerra, mas ainda entrei em combate em Mato Grosso”.


Terminado o conflito, Hipólito presenciaria outro fato marcante de nossa história: a abolição da escravidão, com a assinatura da Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888. Ele ainda se lembrava bem dos festejos – “um batuque barulhento, sapateado de pé no chão, um cateretê daqueles, correu de dia e de noite” – mas a recapitulação do passado foi interrompida pela dura realidade do presente. Quando já havia reunido uma platéia na redação que ouvia atentamente as suas histórias, o antigo escravo decretou:

“Se eu fosse contar tudo o que sei... não acabava hoje”. Queria mesmo era ajuda para comprar a passagem, pois “o tempo de hoje está pior do que o tempo do imposto do vintém (ver glossário)” e “cadê dinheiro?”, e “a pé não chego lá, de trem não posso ir”. E foi-se embora. Um dos jornalistas que ouviu o relato descreveu o velho negro em sua crônica: “Não obstante a sua idade avançada, apresenta aspecto sadio. É um preto alto, espadaúdo, ainda com esforço consegue se empertigar com entusiasmo. Fala com pausa, como a inquirir o pensamento”.

A noticia continua no site abaixo.

Portal com novo visual.

A home page da Historien está com cara nova. Menus dinâmicos e maior acessibilidade, tudo isso num visual novo. Não perca tempo e confira www.revistahistorien.com

terça-feira, 17 de maio de 2011

ENCONTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA TERÁ LANÇAMENTO DE LIVROS



O Encontro Acadêmico do Curso de História da UPE Campus Petrolina acontecerá a partir desta quarta feira, dia 18 de maio, às 15 horas no auditório daquela instituição. Na abertura do evento, os participantes terão a oportunidade de assistir a mesa redonda: “apropriações imaginárias e construções discursivas sobre o sertão”. Os palestrantes serão os professores: Francisco José, Genivaldo do Nascimento e Harley Abrantes. A programação segue no mesmo dia com minicursos, conferências e atividades culturais. Durante os dias do Encontro alguns conferencistas lançarão seus livros:"Um Só Corpo, Uma Só Carne: Casamento, Cotidiano e Mestiçagem no Recife Colonial (1790-1800)" de autoria de Gian Carlo de Melo Silva e “Nas Solidões Vastas e Assustadoras: A Conquista do Sertão de Pernambuco pelas Vilas Açucareiras Nos Séculos XVII E XVIII"de autoria de Kalina Vanderlei.

Para o coordenador do colegiado de História do Campus Petrolina, Professor Moisés Almeida, “o evento é uma retomada das semanas acadêmicas que se realizaram no passado e agora retornam com as características mais adequadas à academia. Por isso, ele está organizado com mesas redondas, minicursos, simpósios temáticos, conferências e atividades culturais”.Prof. Moisés Almeida lembrou ainda que as inscrições poderão ser feitas via internet pelo site:revistahistorien.com/semanadehistória.htm ou nas dependências da instituição até quarta feira às 15 horas.

domingo, 15 de maio de 2011

Edição 4 - Africanidades

Caros leitores,

Com enorme satisfação, a equipe Sapientia et Virtute e o curso de História UPE/campus Petrolina anunciam o lançamento da edição número 4 da REVISTA HISTORIEN. Neste volume, o público desfrutará de um História em Foco voltado para Africanidades, com artigos que versam desde o ensino de cultura afro e afro-brasileira no ensino fundamental e médio, até a história da África e das culturas afro.

Com editorial da Prof. Ms. Sheyla Farias, que também é organizadora desta 4ª edição, este novo número de HISTORIEN reflete o trabalho e o esforço de toda sua equipe, desde o corpo docente que compõe o Conselho Editorial até os alunos que trabalham na Editoração, Revisão e Comunicação da revista.

O lançamento ocorrerá dia 18/05 no campus da UPE/Petrolina, no auditório, às 19:00, durante a semana acadêmica "Sertões: Olhares Múltiplos".


Sertões: Olhares Múltiplos

Comunidade acadêmica,

As inscrições em mini-cursos e para comunicações em Simpósios Temáticos na Semana Acadêmica "Sertões: Olhares Múltiplos" da Universidade de Pernambuco, campus Petrolina, foram prorrogadas. A nova data limite é 18/05, próxima quarta-feira. Acessem o portal revistahistorien.com/semanadehistoria.htm e fiquem por dentro dos prazos, além de conferir a programação do evento.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Incesto no Japão


O Japão ancestral se assemelhava muito à China e India na prática sexual com garotos tanto por sacerdotes como guerreiros. Assim como ocorria na Grécia, templos de prostituição de garotos e garotas era meio que generalizado em vários lugares. Bórdeis japoneses inciavam as meninas na vida sexual entre 5 e 7anos de idade, em alguns casos documentados, garotos eram oferecidos por seus próprios pais para serem sodomizados pela aristocracia e por samurais que eram então adorados como deuses reencarnados - Tinham que ter alguma recompensa né?
Um levantamento feito em 1959 mostrou que em áreas rurais era comum pais se casarem com suas filhas quando a mãe morria ou ficava impossibilitada. De acordo com tradiçoes de famílias feudais tradicionais esta prática era considerada louvável, já em 36 casos estudados na cidade de Hiroshima, foram relatadas desaprovação à famílias que viviam em aberto casamentos incestuosos, enquanto que os envolvidos não achavam que participavam de alguma prática imoral. Mas o oposto também ocorria: quando o patriarca ficava incapacitado de chefiar a famíla, seu filho assumia o seu papel e fazia sexo com sua irmã com o pretexto de "botar ordem na família." Os outros membros da família aceitavam a nova união como sendo absolutamente normal.
No Japão tradicional jovens garotas eram introduzidas ao sexo por garotos mais velhos que visitavam suas camas à noite com a cumplicidade dos pais, (nas chamadas "rondas noturnas") estes também instruiam os jovens das vilas sobre técnicas de aproximação e também sexuais e embora eles recomendassem uma aproximação amigável, não havia garantias que isso realmente ocorreria, por isso os pais muitas vezes vigiavam-nos enquanto mantinham relações com suas filhas.
É comum no Japão, pais dormirem juntos com filhos até idades que podem chegar à 12, 15 ou até o extremo de 20 anos ou mais, mesmo que na casa hajam muitos quartos, pais e avôs alegam se sentirem sós dormindo separados de seus jovens, indo dormir com eles ou elas praticamente todas as noites (a idade média das crianças que são submetidas a esta prática fica em torno de 12,7 anos). Visto que muitas famílias são adeptas desta prática chamada de "dakine co-sleeping" com os pais ou avôs dormindo até mesmo abraçados com suas crianças, o que seria uma prática benéfica, alegam. Visto também que muitos pais japoneses mantém práticas sexuais com suas mulheres na mesma cama em que está a criança, ninguém pode garantir que não haja um possível abuso da criança.
Embora as autoridades japonesas negassem que estes casos seriam comuns, ficaram surpresos depois que instalaram um serviço telefônico para atender à denúncias de incesto e mais surpresos ainda quando perceberam que além dos incestos tipo pai-filha e irmão-irmã, 29% se referiam á relações tipo mãe-filho, uma taxa extremamente elevada se comparada com outros países, mas esperado considerando que é comum mães japonesas dormirem sós com seus filhos enquanto seus maridos estão fazendo sexo com outra mulher. Casos extraconjugais estão virando uma regra comum entre homens casados naquele país.
Os relatos mais comuns de casos de incesto ocorrem quando uma mãe vê seu filho se masturbar e inicia conversas do tipo "Não é bom fazer isso sozinho. Seu Q.I. vai ficar baixo. Deixe eu te ajudar," ou "Você não se sairá bem nos estudos sem sexo. Talvez possa usar meu corpo," ou "Eu não quero que fracasse com uma garota. É melhor fazer comigo antes." Os pesquisadores dizem que mães que dormem junto com o filho fazem sexo com ele, embora a exata incidência na população não tenha sido investigada. De acordo com entrevistas feitas por telefone, mães japonesas ensinam seus filhos à se masturbarem ajudando-os a chegarem à primeira ejaculação da mesma forma que os ensinaram a ir ao banheiro.

Um recente livro japonês baseado em cerca de 100 casos de incesto confirma estas observações, incusive a alta taxa de incestos tipo mãe-filho.
Finalmente, um recente estudo japonês feito por Kitahara (desculpem mas só conseguí este nome), fornece uma série de novos dados sobre a questão, incluindo a aceitação de incesto entre irmãos na história antiga do Japão, a aceitação de casos entre adultos e crianças até recentemente e a ampla extensão ainda hoje de pais que dormem juntos com seus filhos e filhas na mesma cama e também a prática de tomar banho juntos.

Adaptado e traduzido de: Articles About Men

por Tadeu Henrique

terça-feira, 10 de maio de 2011

A tradição de casamentos reais no Brasil


O casamento do Príncipe Wiliam, agora Duque de Cambridge, com Catherine Middleton na Abadia de Westminster em Londres foi assistido por dois bilhões de pessoas em todo mundo. Canais de televisão, sites e blogs fizeram comentários sobre a realeza européia e sobre o enlace, considerado do século devido a origem plebeia da noiva. Poucas pessoas sabem, mas o Brasil também já celebrou casamentos reais no período de 1822 até 1889. A população do Rio de Janeiro foi assistir às uniões de D. Pedro I, em 1817, com a Arquiduquesa Leopoldina da Áustria, e da Princesa Amélia de Leuchtemberg, em 1839.

Já o matrimônio de D. Pedro II com a Princesa D. Teresa Cristina das Duas Sicílias teve um fato inusitado. O noivo se desiludiu ao perceber que sua noiva era diferente da que estava no retrato. Em 1864, os brasileiros testemunharam ainda as uniões da Princesa D. Isabel com Gastão de Orleans, o conde d’Eu, e de D. Leopoldina com Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha.

Contudo, ao longo dos anos, uma espécie de “esquecimento histórico” foi construído em torno da dinastia brasileira, principalmente depois do golpe de 15 de novembro de 1889, que levaria a instituir a República. Assim, os casamentos reais deixaram de ser comentados pela própria História e pelos meios de comunicação. Após a promulgação da lei de banimento em 1889, a Família Imperial se instalou em Portugal e depois na França. Com o falecimento de D. Pedro II, a Princesa Isabel passou a ser Chefe da Casa Imperial do Brasil e tratada pelos monarquistas como Imperatriz. De sua união com o conde d’Eu, nasceram os filhos D. Pedro de Alcântara, D. Luís e D. Antônio.


Seja pelo desejo de se casar ou desinteresse pela situação política do Brasil, D. Pedro de Alcântara renunciou aos direitos de sucessão ao trono brasileiro em favor de seu irmão, e se casou com a nobre Elisabeth de Dobrzensky de Dobrzenicz na cidade francesa de Versalhes, em 14 de novembro de 1908. A partir daí, recaíram em D.Luís as esperanças dos monarquistas brasileiros na luta pela restauração do antigo Império.

Atendendo às expectativas da mãe, D. Luís se casou com a Princesa D. Maria Pia das Duas Sicílias, filha do Conde de Caserta, Chefe da Casa Real das Duas Sicílias, descendentes diretos dos Bourbons da França e da Espanha. O casamento aconteceu em Cannes, em 4 de novembro de 1908. Da união, nasceram D. Pedro Henrique, D. Luís Gastão e D. Pia Maria.

Porém, D. Luís faleceu prematuramente em 1920, e D. Antonio morreu no final da Primeira Guerra Mundial Guerra, o que deixou o movimento monarquista “órfão”, já que a Princesa Isabel havia falecido em 1921 e D. Pedro Henrique tinha apenas doze anos.

Novos Casamentos

Da união de D. Pedro de Alcântara com D. Elisabeth, nasceram os filhos D. Isabel, D. Pedro Gastão, D. Maria Francisca, D. João e D. Teresa. D. Isabel casou-se em 1931 com Henri de Orleans, Conde de Paris, e posteriormente Chefe da Casa Real da França, sendo aclamada pelos monarquistas franceses como Rainha da França. D. Pedro Gastão se uniu, no ano de 1944, na Sevilha com a princesa espanhola D. Esperanza, tia do Rei da Espanha D. Juan Carlos. E D. Maria Francisca se casou em Petrópolis, em 1942 com D. Duarte, Duque de Bragança e Chefe da Casa Real de Portugal. À época, o acontecimento contou com a presença da elite política do Brasil, inclusive do presidente Getúlio Vargas. Dos filhos de D. Pedro Gastão e D. Esperanza, foi celebrada a união, em 1972, de D. Maria da Glória com o Príncipe Alexandre da Iugoslávia, Chefe da Casa Real da Sérvia, que reuniu boa parte da realeza européia.

Com a morte da Princesa Isabel, o filho primogênito de D. Luís passou a ser Chefe da Casa Imperial do Brasil.Porém, mesmo com a revogação da lei do banimento em 1921, D. Pedro Henrique só veio morar no Brasil em 1945. Sua mãe desejava que tivesse uma educação melhor e que contraísse um casamento à altura. Em 19 de setembro de 1937, ele se casou com a princesa alemã D. Maria Elisabeth da Baviera, neta do último rei da Baviera, no Castelo de Nymphemburgo. Aqui, eles se instalaram em Petrópolis, Rio de Janeiro, Paraná e no interior do Rio de Janeiro, na cidade de Vassouras, o que gerou o termo criado pela imprensa de “Ramo de Petrópolis” e “Ramo de Vassouras”, já que os descendentes da Princesa Isabel permaneceram separados e cada um alegando ser o legítimo sucessor da monarquia.

De sua união com D. Maria Elisabeth, D. Pedro Henrique teve doze filhos, três permaneceram solteiros. D. Luís, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Bertrand, e D. Isabel renunciaram aos seus direitos de sucessão por se casarem com pessoas oriundas da antiga aristocracia brasileira, mas não possuíam tratamento de Alteza.

Expectativas dos Monarquistas

Mas a continuidade da dinastia Orleans e Bragança ficou garantida através de duas uniões em 1981. Em 10 de março, no Rio de Janeiro, acompanhados pelo coral das Meninas Cantoras de Petrópolis, D. Eleonora se casou com o Príncipe Michel de Ligne, filho de Antonio de Ligne, Príncipe de Amblise e de Épinoy e da Princesa Alix de Luxemburgo. E em 26 de setembro, D. Antonio casou com a irmã de Michel, a Princesa Cristina de Ligne, na Igreja de São Pedro de Beloeil, no interior da Bélgica. Os Ligne são uma antiga casa principesca e a mais importante na Bélgica, logo após a Família Real. Da união, nasceram D. Pedro Luís, falecido há dois anos; D. Amélia; D. Rafael, e D. Maria Gabriela.

E é em D. Rafael, jovem de 25 anos, que renascem as expectativas dos monarquistas. Quarto na linha de sucessão, logo após seus tios e seu pai, o príncipe se tornou alvo de atenções após o falecimento do irmão no trágico acidente da Air France, em 2009. Engenheiro de Produção formado pela PUC-RJ, fala fluentemente francês, inglês e espanhol. Mora atualmente no Rio de Janeiro na casa da avó, joga golfe e é apaixonado por futebol e pelo Fluminense. Esteve ano passado em Salvador em uma visita organizada pelos membros da Associação da Nobreza Histórica do Brasil.

A expectativa é que ele se case com alguma princesa européia e católica, já que essa é a tradição da Família Imperial. Talvez nos próximos anos, ocorra mais uma união imperial, obviamente sem o mesmo luxo e glamour da realeza inglesa, entretanto será um momento para refletir sobre a monarquia brasileira e suas tradições.

por Alinne Suanne, graduanda em Jornalismo em Multimeios e graduada em História, da UPE, e Rafael Cruz, graduado em História, da UPE, campus Petrolina. Reportagem distribuída pela Agência MultiCiência para o Gazzeta do São Francisco, publicada na edição do dia 5 de maio.

domingo, 8 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Plantão da Monarquia

Jovens príncipes viraram repórteres e cronistas da vida pública e doméstica da família imperial no final do século XIX
Iuri Azevedo Lapa e Silva

São incontáveis os casos de intrigas e traições que mostram como era delicada a transição de um monarca para outro. Não menos difícil era a tarefa de preparar um futuro rei. Por isso as famílias reais sempre trataram das sucessões ao trono com o máximo cuidado. Aquele que estivesse na linha de sucessão de determinada dinastia precisava estar pronto para governar. Sua instrução tinha que ser feita com esmero. Dados sobre a educação dos últimos herdeiros do Brasil imperial indicam que o envolvimento dos príncipes com a vida política e doméstica era um dos principais objetivos desse processo de preparação. Um exemplo desse comprometimento está no Correio Mirim, um periódico que pode ser encontrado na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional.

O jornalzinho, que tinha uma estrutura amadora e só circulava entre os membros da família real, parece ter sido apenas um dos que foram redigidos, ainda que parcialmente, pelos príncipes imperiais. Os outros de que se tem notícia são o Correio Imperial, o Correio Assu, O S. Cristovão e O Larangeiras, cujos exemplares fazem parte dos acervos do Museu Imperial, do Arquivo Nacional, da Biblioteca Nacional e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O provável “redator-chefe” do Correio Mirim era o mais velho dos três filhos da princesa Isabel (1846-1921), D. Pedro de Alcântara (1875-1945), que tinha apenas 12 anos. Ele assina o editorial do primeiro exemplar do periódico, que foi lançado no dia 1º de janeiro de 1888, e adverte seus leitores sobre os limites e as possibilidades do veículo: “O Correio Mirim não tem nem o tempo, nem as habilitações necessárias para competir com seu colega e amigo Correio Imperial. Oferece entretanto a seus assinantes o que de melhor lhes pode dar por ocasião do ano bom: seu coração e algum serviço que lhes possa ser útil”. De periodicidade semanal, o jornal aparentemente foi impresso pelo próprio príncipe. Suas páginas fazem menção a uma certa “Typ. Mirim”, tipografia que o jovem provavelmente ganhou de presente de algum parente ou amigo de seus pais pouco tempo antes.(...)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Uma pequena história do comércio planetário


Há mais de cinco séculos, o mundo tenta abolir restrições ao livre trânsito de mercadorias. Foram vários os momentos de liberalização, mas também muitos os de retrocesso, com potências elaborando discursos e promovendo ideologias ao sabor de suas necessidades de momento
por Christophe Courau

Biblioteca Nacional da França, Paris / (C) Visioars / AKG Images / Latinstock
Biblioteca Nacional da França, Paris / (C) Visioars / AKG Images / Latinstock


Foi preciso chegar ao século XXI, mais especificamente ao ano de 2001, para que os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) aprovassem a entrada da China, com seu 1,3 bilhão de potenciais consumidores, na instituição que rege as trocas comerciais do planeta.

A OMC não é bem-vista por todos. Alguns movimentos, hoje, atribuem à maior comunidade reguladora mundial de trocas de produtos o nefasto papel de promotora do livre comércio como norma superior àquelas que regem a proteção e a independência cultural, ambiental, científica e política dos países.

De outro lado estão os que acreditam no poder da organização de permitir uma concorrência saudável e a neutralidade das negociações, assim como a elevação do nível de vida dos consumidores graças à queda dos preços de todos os bens de consumo.

Essa peleja não tem, contudo, a atualidade que aparenta. Muito antes de a globalização se tornar assunto, as nações se envolviam em disputas sobre temas comerciais, oscilando entre o liberalismo e o protecionismo, a depender do interesse de momento.

Na Idade Média, o comércio terrestre era difícil, com péssimas estradas, ameaça de roubos e pilhagens e crescente número de pedágios típicos do sistema feudal – por exemplo, chegaram a 70 entre Roanne e Nantes, cidades francesas que distam cerca de 500 km.

Assim, o primeiro grande desenvolvimento do comércio mundial se deu por mar, graças às viagens marítimas dos séculos XV e XVI e à formação dos impérios coloniais, como Espanha e Portugal.
Nessa dinâmica mundial, o mar Mediterrâneo perdeu o protagonismo nas trocas mercantis, enquanto a Inglaterra e os Países Baixos criaram poderosas estruturas comerciais. Os holandeses desenvolveram esse sistema à perfeição com a Companhia das Índias Orientais e a das Índias Ocidentais.

Essa primeira fase é definida como mercantilismo, uma doutrina de “guerra econômica” que concebia o comércio como a maior acumulação possível de metais preciosos. O Estado deveria esforçar-se para aumentar as exportações e limitar o máximo possível suas importações de bens de consumo.




Obs.: A Notícia possui continuação, acessem o link acima citado, e vejam na integra as informações.




domingo, 1 de maio de 2011

Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula

Obras atacam privatizações feitas pelo tucano e minimizam o mensalão

Comissão formada por professores avalia os livros, que são usados por 97% das escolas da rede pública de ensino

LUIZA BANDEIRA
RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO

Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.

O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.

Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.

O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.

Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.

Quando o assunto é o governo Lula, a autora -que à Folha disse ter sido imparcial- inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".

Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.

MENSALÃO

Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.

Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".

A Folha não conseguiu falar com os autores da obra.

Uma das críticas feitas a Lula é o fato de ter continuado a política econômica do antecessor.

Os livros aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático são inscritos pelas editoras e avaliados por uma comissão de professores. Hoje, 97% da rede pública usa livros do programa.

São analisados critérios como correção das informações e qualidade pedagógica. As obras aprovadas são resenhadas e reunidas em um guia, que é enviado às escolas públicas para escolha dos professores.

Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0105201102.htm